domingo, 18 de novembro de 2007

COTIDIANDO




Madrugada imensa
logrando a lua
girando

um gato no meio-fio da calçada
preto
brilhante pêlo preto
foge...

meu dia começa assim
às pressas
feito à fórceps
sem querer nascer
( o canto dos pássaros nasce depois).

3 comentários:

Esfinge_Enfadonha disse...

Olá Mara,
Seus versos sempre com imagens nítidas desses momentos que só uma percepção atenta ao sutil é capaz de sentir e transformar nessa poesia que sempre me impele a visitar teu blog pra desfrutar dessa deliciosa leitura.

Bjos da Esfinge

Flávio Otávio Ferreira disse...

Olá,
Obrigado pela Visita lá no POESIA DE COISA NENHUMA... Seu espaço aqui é muito bacana...prometo voltar com mais tempo para apreciar sua poesia e fazer comentários...

bjos no coraçao!!!
Paz e Poesia Sempre!!!
Flávio Offer.

CeciLia disse...

Mara,

um gato preto
brinca
no fio-e-meio
da quina
da calçada.
A lua
quase redonda
distrai a vista.
À vista
um dia (mais)
nos é dado.

Adorei teu comentário, teu recado no orkut, a revelação da paciente-poeta. Beijo