quinta-feira, 12 de junho de 2008



OCOS


Tenho muitos ocos


dentro de mim,


alguns abismos


e porteiras fechadas



atrás de meus olhos


há uma vertente


que, vez ou outra inunda


minhas noites gélidas e estéreis



então lanço vôo


borboleta de asas cansadas


silencio


azul profundo...

10 comentários:

CeciLia disse...

Querida
se todas as vezes que um escrito encantar tua sensibilidade, tu responderes com algo assim, tão delicadamente lindo, a Palavra vai ficar feliz, mas tão feliz...
Beijo, querida. Obrigada pela honra.
Vou te assistir sim. Até para aprender um pouco sobre cartoons. Mas ... herpes? Não podia ter ligado???
Fica bem. Te cuida.

Cynthia Lopes disse...

Ocos e profundos azuis de uma borboleta que nos encanta, com sua liberdade e versos.

bjsss minha linda
;)

Mara faturi disse...

Oi Cynthia,

estava sentindo sua falta, rs,rs...grande beijo!

Renato de Mattos Motta disse...

Meu Deus!

quantos abismos

na profundidade

deste azul!


Bjão!

Cynthia Lopes disse...

Oh Mara, estou sempre tão pertinho de vc, num cântico, rsrsrs...
beijão

Anne Petit disse...

Olá! Adorei teu blog! Mergulhei no azul e preenchi meus ocos com teus poemas!
Bjus Anne Petit

Luis Gomes disse...

Gostei de seu blog e obrigado por dar uma olhada no Maquinaria de Linguagem. Sabe tratar da linguagem com dedos que só a poesia admite. Beijos

f@ disse...

Olá Mara... bom teres ido às nuvens... Vou linkar - te sim.

Adorei este poema e o teu blog.

Ando atrazada nas leituras e hoje li mesmo apenas este post... em que ... cada letra nas palavras é "azul"... bonito poema com "ocos e abismos" que fazem os olhos grandes e as noites "gélidas e estéreis" aquecer e procriar ...
só mesmo vôo de borboleta silenciosa dá descanso às asas e depois voa pelo infinito azul...
bj das nuvens

william galdino disse...

A imagem do azul profundo que encerra o poema me levou diretamente a bela fotografia do azul quase -noite sob o titulo do blog, não se trata de um abismo mais de um farolzinho lá ao longe. o blue triste ou o azul da alegria? O oco, o vazio ecoa e nos visita nestas noites gélidas. Belas imagens (em palavras e fotos).

Assis de Mello disse...

Mara,
Você conseguiu um efeito muito interessante com a desaceleração do ritmo nas últimas linhas. Além do que, obviamente, o poema todo é saboroso.
Chico