domingo, 25 de maio de 2008




INSÔNIA




Têm noites que eu ando voadeira

Como se fosse inseto vagando
Batendo ( se debatendo)
na luz difusa da lâmpada acessa


não humana
não sentimento
não vertente
não pulsante


sem Orides
sem seus poemas
sem verbo
sem vibrar


noites de insônia
sonambulando
pela casa
recitando baixinho


-“nunca amar o que não vibra, nunca crer no que não canta”



8 comentários:

Cynthia Lopes disse...

Fico feliz que a "onda meio deprê" tenha passado e lhe tenhamos de volta! Um beijão...

:)

Mara faturi disse...

;0)
AH...ESSA GENTE QUE ESCREVE NÃO É MUITO CERTA MESMO,RS,RS...ESTOU SEMPRE AQUI!!
BJÃO

marcia cardeal disse...

Ah, quanta coisa bonita!
Vim fazer minha ronda...e agradecer pelas palavras daqui.
Dê uma espiada no Relicarium (http://codigodeberros.blogspot.com)
beijo

CeciLia disse...

Poots!!
"Não amar o que não vibra, nunca crer no que não canta".

Éééé, minha querida. Na mosca!!

Posso cantar aqui uma musiquinha mei breguinha mas que me diz muito? Posso? Lá vai.

"Se você só chega por chegar / nem uma lanterna no olhar / nosso show não pode aocntecer / sem o palco se acender / eu não vou representar... "Lucinha Lins, Purpurina.

Mara faturi disse...

AHÁ...EU TB CONHEÇO; MUY BREGUINHA, MAS TUDO A VER;)
ADOREI
BJO

Ju disse...

dos dias de inseto me refaço borboleta!
grande beijo, querida!
;-)

putas resolutas disse...

belíssimo!!! comprei o livro com a poesia completa dela!!!
besos
líria

Renato de Mattos Motta disse...

tu sem sono
sem quietude
sonambulando
semi-sedada

e eu te lendo
na madrugada
me debatendo
me sentindo
simplesmente seduzido