Busca
O calar da poesia dói
nas manhãs claras
nas noites sem fim
nos outonos intermináveis em mim
o silêncio corta
feito espada
e a palavra não sai
filete do nada
jorrando descaso
por entre as linhas
que deseperadas correm
pelo canto das páginas
e sangram
ainda virgens.
NO MUNDO
Há 5 anos
3 comentários:
Olá Mara,
Quando a poesia se cala realmente parece ser pra sempre, mas ela me parece travessa e num dia inesperado desata a sussurrar,talvez não como antes, mas sussura. Não há sensação melhor do que ouvir ela novamente...Teu poema diz perfeitamente como é esse momento de aparente abandono.
Bjos da Esfinge
Que dolorida essa poesia, ainda bem que quem busca, acha... :)
E que a poesia ecoa as palavras não ditas.
Beijos
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