domingo, 27 de julho de 2008




DESILUSÃO




Quero as palavras todas


cara a cara


língua na língua


olho no olho,


poder despí-las






ah...


mas eu sei e lamento


- elas não são mais virgens.


12 comentários:

Cynthia Lopes disse...

Do jeito que eu penso nenhuma palavra é mesmo virgem, virgens são os arranjos, os versos, os poemas.Virgens são o que expressamos de nossa forma particular, singular e única, afinal, cada um é diferente do outro. Portanto, ainda podemos despir palavras iguais que se revelam um novo cântico a medida que as versamos! Espero que tenha dado para entender minha querida Mara e linda poeta, única em seu versar... bjsssss

Renato de Mattos Motta disse...

Ah, Mara querida

desta vez

vou discordar de ti

para quê as queres virgens?

Pra quê,

se o maior prazer

da virgindade

é deixar de sê-lo!

melhor têlas

na boca do povo

e abusar delas

escandalosamente

despudoradamente

e como Luís Fernando

assumir-se

um gigolô das palavras!

Renato de Mattos Motta disse...

Ah

e um

graaande

beijo

pra ti!

Mara faturi disse...

Querido poeta,


eu concordo com vc...este poeminha é de 1990,de lá para cá, aprendi um pouco mais e me sinto mais à vontade em abusar delas, sem peninha, rs,rs...
grande bjo!

Minina disse...

mas a mágica toda está em saber desvirginar a cada encontro...

adorei o poema e a imagem!


bjão!

f@ disse...

De (s) ilusão com as palavras e os gestos de despir com o olhar
sem lamentar...
beijinhos das nuvens

JC disse...

É a primeira vez que venho ao seu blog, mas elativamente a este poema, dá para perceber que conjuga com perfeição as palavras e deixa-nos com vontade de voltar

Cynthia Lopes disse...

Mara, postei versos seus em meu blog: http://www.canticopalabras.blogspot.com/

bjssssssssss

Rubens da Cunha disse...

fico pensando: ainda bem que nao são mais virgens, as palavras; ou maldiçào! todos chegaram antes nas palavras. Dúvida e encatamento diante do teu poema.
abraços e obrigado pela visita

Camilla Tebet disse...

Depois de ditas não são mais virgens, já tomam caminhos imprevisíveis. Palavras joagdas com tanto cuidado, ganham vida própria e vão dar por ai. Nada de virgens.
gostei muito daqui. Virei mais.

Lívio Soares de Medeiros disse...

Não lamente. Afinal, também não somos...

Aroeira disse...

rsrs boa.